A aliança palestina

Nos capítulos finais do livro de Deuteronômio, os filhos de Israel, a semente física de Abraão, enfrentam uma crise nacional. Estão prestes a passar a liderança já consagrada de Moisés para o iniciante Josué. Estão na entrada da terra que lhes foi prometida.

Essa terra todavia é possuída pelos inimigos de Israel, que resistirão a qualquer tentativa israelita de entrar na terra prometida. É impossível para eles voltar para a escravidão no Egito e a terra para a qual estavam se dirigindo parecia estar fechada diante deles.

Deus reafirmou em Deuteronômio 30.1-10 Sua promessa pactual relativa a pose da terra e à herança de Israel. A essa afirmação chamamos de aliança palestina.

Uma análise dessa passagem demonstrará que há sete características principais no plano ali revelado:

  1. A nação será tirada da terra por causa da sua infidelidade (Dt. 28 63-68; 30.1-3)
  2. Haverá um arrependimento futuro de Israel (Dt. 28 63-68; 30.1-3)
  3. O messias retornará (Dt 30.3-6)
  4. Israel será reintegrado à sua terra (Dt30.5)
  5. Israel será convertido como nação (Dt 30.4-8; Rm11.26,27)
  6. Os inimigos de Israel serão julgados (Dt30.7)
  7. A nação receberá então uma benção completa (Dt 30.9)

À medida que se pesquisam as grandes áreas incluídas nessa única passagem, a qual estabelece o plano da aliança, é quase forçoso reconhecer que Deus considera a relação de Israel com a terra de extrema importância. Deus não só lhe garante a posse, mas Se obriga a julgar e afastar todos os inimigos de Israel, a dar à nação um coração novo e a converter-lo, antes de colocá-los na terra.

É fácil percebe que, com base num cumprimento literal, Israel deve ser convertido como nação, reunido em sua dispersão mundial, instalado na sua terra, cuja posse lhe é restaurada, e ainda testemunhar o julgamento de seus inimigos, recebendo bençãos materiais a ele asseguradas.

Essa aliança então vai exercer grande influência nos nosso estudos escatológicos. Tal é a expectativa dos profetas que escrevem para Israel: Isaias 11.11,12; 14.1-3;27.12,13;431-8; 49.8-16; 66.20-22. Jeremias 16.14-1; 39.25-29; Oséas 1.10-11; Joel 3.17-21; Amós 9.11-25; Miquéias 4.4-7; Sofonias 3.14-20; Zacarias 8.4-8.

O caráter incondicional da Aliança Abraâmica

Como a aliança Abraâmica trata da posse da Palestina por Israel, de sua continuidade como nação para possuir essa terra e de sua redenção a fim de que possa gozar a benção na terra sob seu rei, é de grande importância descobrir o método de cumprimento dessa aliança.

Se é uma aliança literal a ser cumprida literalmente, então Israel deve ser preservado, convertido e restaurado. Se é uma aliança incondicional, esses acontecimentos na vida nacional de Israel são inevitáveis. 

Não resta dúvida que a aliança com Israel é uma aliança incondicional. Vamos examinar o livro de John F Walvoord em Millennial:

“Como apresentado nas Escrituras, a aliança Abraâmica dependia de uma única condição. Está é apresentada em Gênesis 12.1… A aliança original baseava-se na obediência de Abraão em deixar sua terra natal e dirigir-se à terra prometida. Nenhuma revelação adicional lhe foi dada até que ele obedecesse a essa ordem após a morte de seu pai.

Na sua entrada em Canaã, o Senhor deu imediatamente a Abraão a promessa d posso definitiva da terra (Gn12.7), e depois ampliou e repetiu as promessas originais.

Satisfeita a condição única, nenhuma outra é exigida de Abraão, tendo sido solenemente estabelecida, a aliança depende agora da veracidade divida para o seu cumprimento.”

A questão da aliança ser condicional ou incondicional é reconhecida como ponto crucial de toda a discussão relacionada ao cumprimento da aliança. Vários argumentos dos defensores do pré-milenarismo vem sido apresentados para defender o caráter incondicional da aliança. Walvoord apresenta dez motivos para acreditar que a aliança seja incondicional. Vou citar apenas alguns prontos levantados no livro.

“Todas as alianças de Israel são incondicionais, com exceção da mosaica. Com relação a condição original de abandonar sua terra natal e dirigir-se à terra prometida, a aliança é firmada sem condições. 

O Novo Testamento declara a aliança Abraâmica imutável Hb6.13-18. Ela não foi apenas prometida, mas solenemente confirmada pelo juramento de Deus.”

Vamos explicar um pouco os acontecimentos de Genesis 15, dada sua importância na questão do caráter incondicional dessa aliança. Em Genesis 14 porque confiava em Deus, Abraão recusou-se a tomar para si as riquezas do rei de Sodoma. Para que não surgisse na mente de Abraão dúvida alguma sobre ter cometido um erro ao confiar em Deus, Abraão recebe de Deus a garantia de que Ele é a sua proteção (escudo) e provisão (recompensa) Gn15.1. 

Em resposta a pergunta de Abraão sobre o herdeiro prometido, Deus afirma que ele terá um filho, e “Abraão creu no Senhor” Gn15.6. Em reposta à fé de Abraão como evidência real de que ele não havia confiado em Deus em vão, é dado um sinal de que a promessa será cumprida Gn15.9-17. A fim de reafirmar a Abraão a aliança a respeito de sua semente e terra Gn15.18, Deus ordena que Abraão prepare animais de sacrifício para que entrem numa aliança de sangue. 

As promessas da aliança abraâmica

A aliança firmada com Abraão em Gênesis 12.1-3 e confirmada e ampliada em Gênesis 12.6,7; 13.14-17; 15.1-21; 17.1-14; 22.15-18 envolvia certas promessas básicas. Elas foram assim resumidas por PETERS EM THE THEOCRATIC KINGDOM:

As coisas prometidas por Deus são as seguintes:

  1. O nome de Abraão será grande.
  2. Uma grande nação dele se originará.
  3. Abraão será uma benção tão grande que nele todas as famílias da terra serão abençoadas.
  4. A Abraão pessoalmente (“a ti”) e à semente dele será dada a Palestina.  como herança para sempre.
  5. A multidão da semente abraâmica será como o pó da terra. 
  6. Quem o abençoar será abençoado, e quem o amaldiçoar será amaldiçoado.
  7. Abraão será o pai de muitas nações.
  8. Reis viriam a partir dele.
  9. A aliança será perpétua , “uma aliança eterna”. 
  10. A terra de Canaã será uma “possessão eterna”. 
  11. Deus será Deus seu e sua semente.
  12. Sua semente possuirá a porta de seus inimigos . 
  13. Em sua semente todas as nações serão abençoadas.

Nos podemos observar vários aspectos da promessa feita a Abraão. Certas promessas foram feitas para o indivíduo Abraão, certas promessas foram nacionais com respeito à nação de Israel, da qual ele era pai, e certas bençãos universais que incluíam todas as nações. Essas promessas foram assim descritas por John F Walvoord em Millennial:

A linguagem da aliança abraâmica é simples e direta. A aliança original é dada em Gênesis 12.1-3, e existem três confirmações e ampliações como as registradas em Gênesis 13.14-17; 15.1-7 e 17.1-18. Algumas das promessas dadas pessoalmente a Abraão e algumas aos gentios ou a “todas as famílias da terra”.

Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”.

Gênesis 12:3

A promessa para Abraão: É prometido ao próprio Abraão que ele seria o pai de uma grande nação (Gn 12.2), incluindo reis e nações alem da “própria semente” (Gn 17.6). Deus promete uma benção pessoal a Abraão. Seu nome será grande e ele mesmo será uma benção.

A promessa a semente de Abraão: A própria nação deveria ser grande (Gn12.2) e incontável (Gn13.16;15.5). É prometida à nação a posse da terra, a aliança abraâmica é expressamente chamada de perpetua (Gn17.7) e a posse da terra é definida como “possessão perpétua” (Gn17.8).

A promessa para os gentios: é prometida a  “todas as famílias da terra” uma benção (Gn12.3). A benção não é especificada. Como uma promessa geral, ela talvez pretenda ter um cumprimento geral.

É importante entendermos para quem as promessas das alianças foram dadas. Porque se as coisas que forma a aliança em uma área forem transferidas para outra, o resultado será confusão na interpretação posterior. 

Promessa pessoais não podem ser transferidas para a nação de Israel e as promessas da nação não podem ser transferidas para os gentios.

A importância da aliança Abraâmica

A primeira das quatro grandes alianças feita por Deus com a nação de Israel foi a aliança Abraâmica, que é a base de todo o plano de alianças.

As escrituras possuem diversas passagens com referências à aliança que Deus fez com Abraão, e sua aplicação é visto de várias maneiras. Essa aliança tem importantes implicações para doutrinas ligadas às soteriologia.

Ao escrever aos galaras, Paulo mostra que os crentes tomam posse das bençãos prometidas a Abraão. O argumento de Paulo em Romanos é baseado na mesma promessa feita a Abraão.

Imediatamente após a queda do homem, Deus revelou Seu propósito de providenciar salvação aos pecadores. Esse plano foi sendo desdobrado gradativamente por Deus para o homem. A promessa feita a Abraão representa um passo nessa revelação.

Nele o propósito Divino torna-se mais específico, detalhado, focalizado, definitivo e certo. Específico por destingui-lo e separá-lo de outros membros da raça; detalhado por indicar mais particularidades conectadas ao propósito de salvação; focalizado por fazer o Messias vir mais diretamente em sua linhagem, ser sua “semente”; definitivo por entrar numa aliança com ele, como o seu Deus, e certo em confirmar seu relacionamento de aliança com um juramento.

The Theocratic Kingdom – Peters

A promessa vinculada à aliança é a base da refutação do Senhor contra a incredulidade dos caduceus no tocante à ressureição.

Naquele mesmo dia, os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele com a seguinte questão:
“Mestre, Moisés disse que se um homem morrer sem deixar filhos, seu irmão deverá casar-se com a viúva e dar-lhe descendência.
Entre nós havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu. Como não teve filhos, deixou a mulher para seu irmão.
A mesma coisa aconteceu com o segundo, com o terceiro, até o sétimo.
Finalmente, depois de todos, morreu a mulher.
Pois bem, na ressurreição, de qual dos sete ela será esposa, visto que todos foram casados com ela? “
Jesus respondeu: “Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!
Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em casamento; mas são como os anjos no céu.
E quanto à ressurreição dos mortos, vocês não leram o que Deus lhes disse:
‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos! “

Mateus 22:23-32

Àqueles que recusam a possibilidade de ressureição o Senhor afirmou que a ressureição não era apenas possível, mas necessária. Desde que Deus se revelou como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó (Ex 3:15), visto que as alianças não podiam ser quebradas, era necessário que Deus ressuscitasse esses homem para cumprir Sua palavra.

Paulo perante Agripa, une “a promessa aos pais” com a ressureição dos mortos em sua defesa da doutrina.

Agora, estou sendo julgado por causa da minha esperança no que Deus prometeu aos nossos antepassados.
Esta é a promessa que as nossas doze tribos esperam que se cumpra, cultuando a Deus com fervor, dia e noite. É por causa desta esperança, ó rei, que estou sendo acusado pelos judeus.
Por que os senhores acham impossível que Deus ressuscite os mortos?

Atos 26:6-8

Desse modo, o fato da ressureição física é provado pelo Senhor e por Paulo com base na necessidade importa a Deus de cumprir sua aliança, mesmo que ela requeira ressureição física. 

Essa é uma das alianças que tem maior importância para as doutrinas escatológicas. Os aspectos eternos dessa aliança, que garantem a Israel existência permanente, posse perpétua da terra prometida e certeza de bençãos espirituais e materiais por meio de Cristo, garantindo às nações gentias parte dessas bençãos, determinam todo o plano escatológico da palavra de Deus.

Essa aliança é a semente das demais alianças com Israel. As demais alianças são ampliações dessa aliança base.

No livro de William Lincoln ele faz uma comparação desta aliança com as demais, vamos dar uma olhada:

  • Abraão: Promessa de uma terra nacional. Gn 12:1, Gn13:14,15,17
  • Outras alianças: A aliança palestina deu a Israel garantia particular da restauração permanente e definitiva à terra. Dt 30:3-5, Ez 20:33-37,42-44.

  • Abraão: Promessa de redenção nacional e universal. Gn 12:3, Gn 22:18, Gl 3:16.
  • Outras alianças: Uma nova aliança está particularmente relacionada à bênção espiritual e à redenção de Israel. Jr 31.31-40, Hb 8.6-13.

  • Abraão: Promessa de numeroso descendentes que formariam uma grande nação. Gn 12.2, Gn13.16, Gn17.2-6.
  • Outras alianças: A Aliança davídica está relacionada a promessas de dinastia, nação e trono. 2Sm 7.11,13,16, Jr 33.20,21, Jr 31.35-37.

Dessa maneira podemos dizer que as promessas de terra da aliança Abraâmica são desenvolvidas na aliança palestina, as promessas de semente são desenvolvidas na aliança davídica e as promessas de bençãos são desenvolvidas na nova aliança. Esta, então, determina todo o futuro plano para a nação de Israel e é um fator muito importante no estudo da escatologia bíblica.

Aliança bíblica

As alianças de Deus com os homens são o primeiro passo para entendermos o plano escatológico de Deus. 

As alianças bíblicas são diferentes das alianças teológicas. Vê-se as épocas da história como o desenvolvimento de uma aliança entre Deus e os pecadores, na qual Deus salvaria por meio da morte de Cristo, todos os que viessem a Ele pela fé. 

Em nossos estudos vou ocupar-me apenas com as alianças presentes nas Escrituras. Alianças teológicas da reforma não vão se escopo de abordagem. 

No livro de Lewis Sperry – Systematic Theology diz que a teologia de alianças é insatisfatória para explicar as Escrituras escatologicamente, pois despreza o grande campo de alianças bíblicas que determina todo o plano escatológico. 

O uso da palavra aliança

Você verá que a palavra aliança aparece com frequência tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. É usada em relacionamentos entre Deus e os homens, entre os homens e entre as nações. É usada para coisas temporais e coisas eternas. 

São feitas alianças entre outros indivíduos (Gn 21.32;1Sm 18.3), entre um indivíduo e um grupo de indivíduos (Gn 26.28; 1Sm 11.1,2) ou entre nações (Ex 23.32; 34.12,15; Os 12.1). Existiram alianças no meio social (Pv 2.17; Ml 2.14). Certas leis naturais eram vistas como alianças (Jr 33.20,25). Com exceção destas, que foram estabelecidas por Deus, todos os usos anteriores regulam relacionamentos feitos por homens.

As Escrituras também contêm cinco grandes alianças, todas feitas por Deus com relação aos homens. Lincoln resume:

As quatro alianças incodicionais, feitas com juramentos, são encontradas em 1) Gn 12.1-3, em que a fórmula é encontrada, expressa ou subentendidas sete vezes; 2) Dt 30.1-10, em que é encontrada, expressa ou entendida doze vezes; 3) 2Sm 7.10-16, em que é encontrada sete vezes e 4) Jr 31.31-40, em que é encontrada sete vezes. A aliança condicional, com a fórmula “se” é encontrada 5) em Ex 19.5 e também Dt 28.1-68, v1-14 “Se atentamente ouvires… bênçãos”; v 15.68 “Se não deres ouvidos… maldições”

Lincoln em The covenants

Nós aqui no blog não iremos estudas alianças menores feitas entre homens, nem a aliança mosaica feita por Deus com o homem, uma vez que todas são temporais e não determinantes com respeito as coisas futuras. Vamos estudar as 4 grandes alianças eternas dadas por Deus, pelas quais Ele se comprometeu com o plano profético.

Aliança divina

1) Uma disposição soberana de Deus, mediante a qual Ele estabelece um contrato incondicional ou declarativo com o homem, obrigando-se, em graça, por um juramento irrestrito, a conter, de Sua própria iniciativa, bênçãos definidas para aqueles com quem compactua ou 2) uma proposta de Deus, em que Ele promete, num contrato condicional e mútuo com o homem, segundo condições preestabelecidas, conceder bênçãos especiais ao homem desde que este cumpra perfeitamente certas condições, bem como executar punições precisas em caso de não cumprimento.

No dicionário escatológico nos temos a seguinte definição para aliança divina.

Devemos observar que essa definição não se afasta da definição e do emprego costumeiro da palavra como contrato legal, do qual o indivíduo toma parte e pelo qual seu comportamento é dirigido.

Tipos de aliança 

Existem dois tipos de aliança que Deus fez com Israel: condicional e incondicional. Numa aliança condicional o cumprimento do que foi acordado depende do receptor da aliança, não do outorgador da aliança. É uma aliança na qual está presente um “se”. A aliança mosaica, entre Deus e Israel, é uma dessas alianças.

Na aliança incondicional, o cumprimento do que foi acordado depende unicamente daquele que faz a aliança. O que foi prometido é sobejamente concedido ao receptor da aliança com base na autoridade e na integridade daquele que faz a aliança, à parte do mérito ou reposta do receptor. É uma aliança sem nenhum “se” vinculado a ela.

Vale lembrar que uma aliança mesmo sendo incondicional pode conter bençãos condicionadas à reação do receptor da aliança. Não observar que uma aliança incondicional pode ter certas bênçãos condicionais vinculadas tem conduzidos muitos à posição de que bênçãos condicionais obrigam uma aliança a ser condicional, pervertendo assim a essência natural das alianças determinativas de Israel.

Natureza das alianças 

Temos quatro fatos importantes a serem observador com relação a alianças firmadas por Deus.

1. Primeiramente, são alianças literais e devem ser interpretadas literalmente. Qualquer dia faço um artigo explicando sobre modos de interpretação da bíblia. 

Em todas as transações terrenas, quando se estabelece uma promessa, acordo ou contrato, em que parte faz uma promessa valiosa a outra parte, é de costume universal explicar tal relacionamento e suas promessas pelas bem conhecidas leis de linguagem contidas na nossa gramatica ou em nosso uso comum. Seria absurdo se fosse de outra maneira…

… a própria natureza da aliança exige que ela seja formulada e expressa tão claramente, que comunique um significado decisivo, e não um significado oculto ou místico que exija a passagem de centenas de anos para se desenvolver.

The Theocratic Kingdom

2. Em segundo lugar, de acordo com as Escrituras, essas alianças são eternas. 

Todas as alianças de Israel são chamadas eternas, com exceção da aliança mosaica, que é declarada temporal, deveria continuar até a vinda da Semente Prometida. Quanto a esse detalhe, observe o seguinte: 1) a alianças abraâmica é chamada “eterna” em Gn 17.7,13,19; 1Cr 16.17; Sl 105.10; 2) a aliança palestina é chamada  “eterna” em Ez 16.60; 3) a aliança davídica foi chamada “eterna” em 2Sm 23.5, Is 55.3 e Ez37.25 e 4) a nova aliança é chamada “eterna” em Is 24.5, 61.8, em Jr32.40, 50.5 e em Hebreus 13.20.

3. Em terceiro lugar, visto que essas alianças são literais, eternas e depende solenemente da integridade de Deus para o seu cumprimento, devem ser consideradas incondicionais em caráter. Mas iremos olhar isso mais pra frente.

4. Em quarto lugar, essas alianças foram estabelecidas com um povo pactual, Israel. Em Rm 9.4 Paulo declara que a nação de Israel tinha recebido alianças do Senhor. Em Ef 2.11,12 ele declara, contrariamente, que os gentios não haviam recebido tal aliança e consequentemente não gozavam de relacionamentos pactuais com Deus. Essas duas passagens mostram, de modo negativo, que os gentios não tinham relacionamentos de aliança e, de modo positivo, que Deus tinha firmado um relacionamento e aliança com Israel.

Agora que já entendemos um pouco a importância das alianças e como elas são apresentadas, vamos começar a estudar no próximo artigo a primeira das quatro grandes alianças determinativas feitas por Deus com a nação de Israel. A Aliança Abraâmica é considerada a base de todo o plano de alianças.

Viver de Cristo

Nosso objetivo nesse blog é divulgar estudos e conhecimentos acerca da palavra de Deus. Nesse nosso início estaremos mais focados em escatologia. A área que mais me atraí na palavra de Deus.

Tem um tempo que estava planejando a criação deste blog. Os compromissos profissionais sempre eram colocados como uma desculpa para não iniciar esse projeto. 

Eu sempre tive a idéia de que quando me aposentar iria dedicar profundamente a palavra do Senhor. Ocorre que de uns meses para cá o sentimento de iniciar imediatamente esse projeto começou a aumentar. 

Não diga ao seu vizinho que espere até amanhã, se você pode ajudá-lo hoje.

PV 3:28

Esse provérbio é o famoso dito popular de não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje. Postergar ajuda é não ajudar. Não tem porque não compartilhar hoje isso que estou aprendendo.

Foi então que surgiu o Viver de Cristo. Esse não é a minha primeira iniciativa na internet, já possuo outros sites em outras áreas. Todo projeto que eu início eu sempre tenho em mente que existe um começo e um fim. Esse projeto do Viver de Cristo é o único que pretendo nunca finalizar. Isso porque meus estudos sobre a palavra do Senhor nunca irão se esgotar.

Escatologia

Escatologia é a ciência que se dedica ao estudo dos acontecimentos futuros. Nos vamos aqui no blog, baseado em textos bíblicos, traçar uma linha do plano de Deus. Falaremos lá do inicio até o fim do mundo como conhecemos hoje. 

A escatologia exige um julgamento refinado para discernir o que deve ser interpretado a letra em contraposição ao que deve ser interpretado de forma espiritual e alegórica. 

A coerência da revelação de Deus como um todo no Antigo e Novo Testamento deve ser mantidas. Terá momentos que veremos de forma clara o que certamente irá acontecer, outros o que será revelado e ainda alguns pontos que ainda ficam obscuros. Precisamos ter uma distinção cuidadosa na hora de tratar e entender cada um desses pontos. 

A escatologia é uma ciência que sofre muito nas mãos de interpretes, mesmo entre aqueles cuja a confiança na Palavra inspirada de Deus é inquestionável. Isso coloca uma responsabilidade muito grande sobre esse trabalho.

Todo o material aqui divulgado será fruto de pesquisa e estudos sobre o trabalho de teólogos e examinação profunda das escrituras. Falar de finanças, tecnologia, empreendedorismo é fácil pois você tem o direito de errar. Ao falar da palavra de Deus nós perdermos o direito ao erro.

Abordar toda a trajetória escatologia exigirá uma perseverança filadelfiana (AP 3-10), mas esses esforços serão recompensados, tanto na vida individual quanto na vida espiritual. Espero que você venha comigo nessa jornada.

Vocês têm obedecido à minha ordem para aguentar o sofrimento com paciência, e por isso eu os protegerei no tempo da aflição que virá sobre o mundo inteiro para pôr à prova os povos da terra.

Apocalipse 3:10